TV Brasil transmite final da Copa América Feminina de futebol

A TV Brasil vai transmitir a decisão da Conmebol Copa América Feminina 2025 com o clássico Colômbia x Brasil neste sábado (2), às 18h. A jornada esportiva da emissora pública para a final da competição começa mais cedo, às 17h30, com 30 minutos de pré-jogo. A partida será disputada no estádio Casa Blanca, em Quito, capital do Equador. O confronto pelo título tem narração de Luciana Zogaib e comentários de Brenda Balbi e Rachel Motta.  A emissora pública fez uma cobertura especial da competição ao exibir todas as seis partidas da seleção brasileira no torneio. A campanha até agora invicta do elenco treinado por Arthur Elias ganhou espaço privilegiado na programação da TV Brasil. Hegemonia Presente em todas as dez finais de Copa América Feminina, a seleção canarinho tenta a conquista de sua nona taça. A Amarelinha só foi derrotada na decisão de 2006 pela Argentina. Para chegar à final, Colômbia e Brasil eliminaram Argentina e Uruguai, respectivamente. Além da classificação para a decisão, os resultados garantiram vaga para as duas seleções nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028. Já Uruguai e Argentina asseguraram classificação para os Jogos Pan-Americanos de Lima, em 2027, junto com o Paraguai, que terminou a Copa América deste ano na quinta posição. Na semifinal, a seleção brasileira goleou a uruguaia por 5 x 1. Os gols brasileiros foram marcados por Amanda Gutierrez (duas vezes), Marta, de pênalti, Gio Garbelini e Dudinha. O Uruguai descontou com o gol contra de Isa Haas. Já a Colômbia empatou com a Argentina no tempo regulamentar e ganhou por 5 x 4 na cobrança de penalidades máximas. Rivalidade O duelo Brasil x Colômbia se consolidou como a principal rivalidade do futebol feminino no continente. As duas seleções já se enfrentaram na fase de grupos da atual edição do campeonato. O embate acompanhado pelo canal público terminou empatado por 0 x 0 pela última rodada do Grupo B. O clássico reedita a final da última Copa América Feminina, em 2022, conquistada pela seleção canarinho com vitória por 1 a 0. A promissora geração também levou a Colômbia às quartas de final da Copa do Mundo de 2023, resultado que confirmou a rival como uma das novas forças da modalidade na América do Sul. Campanhas no torneio Com quatro vitórias e um empate, o Brasil tem o melhor desempenho no torneio. A seleção nacional marcou 17 gols e sofreu apenas dois, após ficar na liderança do Grupo B na primeira fase da competição com um retrospecto de invencibilidade e ganhar o mata-mata das semifinais. Além da vitória por 5 x 1 contra o Uruguai na última partida eliminatória, a Amarelinha passou com facilidade por Venezuela (2 x 0), Bolívia (6 x 0) e Paraguai (4 x 1). O único empate foi exatamente contra a Colômbia no 0 x 0 derradeiro do Grupo B da Conmebol Copa América Feminina 2025. A seleção adversária conquistou duas vitórias contra Paraguai (4 x 1) e Bolívia (8 x0), na maior goleada do torneio. Ainda na primeira fase teve dois empates contra Venezuela e Brasil por 0 x 0, mesmo resultado da semifinal em que superou a Argentina nos pênaltis. Competição A primeira fase da Conmebol Copa América Feminina 2025 foi disputada no sistema de pontos corridos em dois grupos com cinco seleções cada que jogaram entre si. As duas mais bem classificadas asseguraram vaga para as semifinais que ocorrem em confrontos eliminatórios únicos. As seleções ganhadoras do mata-mata decidem o torneio. Maior vencedora e atual campeã da Conmebol Copa América Feminina, com o título de 2022, a seleção brasileira busca a nona taça este ano. O escrete canarinho levou oito títulos nas nove edições realizadas desde 1991. Na competição atual, o Brasil integrou o Grupo B, junto com Bolívia, Colômbia, Paraguai e Venezuela. O Grupo A foi formado por Argentina, Chile, Equador, Peru e Uruguai. A final será no dia 2 de agosto. Três estádios equatorianos recebem as partidas do torneio: Casa Blanca, da equipe LDU Quito; Chillogallo, do clube Aucas; e Banco Guayaquil, do time Independiente del Valle. O Brasil já tinha vaga assegurada para a próxima Copa do Mundo Feminina, em 2027, por ser o país-sede e também se garantiu nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028, ao chegar à final da Conmebol Copa América Feminina 2025. Esporte feminino em destaque A transmissão da Conmebol Copa América Feminina 2025 está integrada à estratégia da TV Brasil de ampliar a presença do esporte feminino em sua programação. O canal exibe atualmente os jogos da Série A1 do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino e as fases decisivas das Séries A2 e A3 da modalidade, além das finais das categorias de base pelo título do Brasileirão Feminino Sub-17 e Sub-20. A TV Brasil também é a emissora oficial da Liga de Basquete Feminino (LBF Caixa) e mostra os confrontos da competição. Por meio da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), que reúne 167 emissoras de televisão e 165 de rádio, os torcedores de todo o país podem assistir às partidas e acompanhar seus times na disputa dos campeonatos. Repercussão das transmissões A exibição do Campeonato Brasileiro Feminino de Futebol tem trazido cada vez mais espectadores para a TV Brasil. Em 2025, a audiência média da competição teve aumento de 23,8% em relação a 2024. Os números consideram a primeira fase da Série A1, que neste ano terminou em 18 de junho e são relativos às praças do Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo. O desempenho representa 51% mais audiência que a média da TV Brasil em 2025. O aumento da audiência veio acompanhado de crescimento do alcance médio de 118 mil para 140 mil domicílios por jogo. Também houve aumento no tempo domiciliar, o que representou uma média de 2 minutos a mais por partida. Na Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), a primeira fase do Brasileirão registrou aumento de 42,8% no alcance das emissoras parceiras: de 2,1 milhões de indivíduos em 2024 para 3 milhões em 2025. Essas são as praças

Conferência de mulheres no Paraná aprova propostas para etapa nacional

A V Conferência Estadual de Políticas para Mulheres do Paraná, promovida essa semana pelo governo do estado, em Foz do Iguaçu, aprovou propostas de políticas públicas e discutiu estratégias para fortalecer as redes de atendimento às mulheres no estado. Durante o evento, foram eleitos 105 delegadas que irão representar o Paraná na V Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, organizada pelo Ministério das Mulheres, de 29 de setembro a 1º de outubro, em Brasília. Secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Leandre Dal Ponte, durante Conferência Estadual de Políticas para Mulheres Foto: Robson Mafra/Divulgação Nos três dias de atividades, a conferência registrou a participação de mais de mil mulheres, representantes de organizações da sociedade civil organizada e gestoras de políticas para mulheres de mais de 200 cidades paranaenses. Em entrevista à Agência Brasil, a secretária Estadual da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná (Semipi), Leandre Dal Ponte, disse que a conferência é uma grande consulta pública e que o resultado dia é o retrato das mulheres, considerando os diferentes contextos e realidades.  “Não estamos reunidas apenas para falar, estamos aqui para construir, porque a força que temos não está em uma única mulher, está na pluralidade de vozes, na diversidade das histórias, na coragem de seguir lutando, mesmo quando é difícil”, disse a secretária da Mulher no Paraná, Leandre Dal Ponte. A abertura da V Conferência Estadual de Políticas Públicas para as Mulheres teve a presença da ministra das Mulheres, Márcia Lopes. Propostas aprovadas Os debates ocorrem em torno de três eixos temáticos – mulheres, territórios e cidades. Cerca de 600 pessoas tiveram poder de voz e voto na definição das prioridades definidas no evento estadual e que fortalecerão o debate no nível nacional. No âmbito federal, as delegadas aprovaram propostas de ações intersetoriais. Entre as principais, estão: Ampliação da licença-maternidade e paternidade com estabilidade e direitos garantidos; Criação de uma política nacional de fomento à cultura com perspectiva de gênero; Defesa do parto humanizado no Sistema Único de Saúde (SUS) com protagonismo das gestantes; Paridade de gênero no poder Legislativo e nos diretórios partidários; Concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) quando a mãe for a única fonte de renda da família e que a remuneração de até um salário mínimo não seja computado para fins de concessão do benefício. No âmbito estadual, a Secretaria Estadual da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná elegeu prioridades como a criação de incentivos fiscais e cotas para empresas que promovam mulheres em cargos de liderança, o desenvolvimento de um protocolo psicossocial para acolhimento de mulheres vítimas de violência nas delegacias e o financiamento de projetos liderados por mulheres voltados à justiça climática e educação ambiental. Entre as propostas de abrangência federal e estadual, estão Inelegibilidade de agressores de mulheres para cargos públicos e políticos; Ampliação de serviços públicos de saúde mental para mulheres em situação de violência; Inclusão de conteúdos sobre gênero e diversidade nos currículos escolares; Fortalecimento da agricultura urbana e economia solidária por meio de hortas, cooperativas e Casas de Economia Solidária para Mulheres. No fim do evento, na noite desta quinta-feira (31), a diretora de Políticas Públicas para as Mulheres da Semipi, Mariana Neris, destacou o protagonismo feminino nos trabalhos que serão levados à conferência nacional. “Entregamos para as mulheres do Paraná uma nova metodologia de construir políticas públicas: tornando-as de seu presente e futuro”, disse.  Conferências estaduais e nacional Há dez anos, a Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres não é realizada. Sob a coordenação do Ministério das Mulheres e do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), a quinta edição será realizada de 29 de setembro a 1º de outubro, com o tema “Mais Democracia, Mais Igualdade, Mais Conquistas para Todas”. O evento servirá para elaboração do novo Plano Nacional de Políticas para Mulheres com os princípios orientadores da Política Nacional para as Mulheres.  Até o fim de agosto, os estados realizam as etapas estaduais para ordenar e escolher, por meio de debates e votação, as propostas elaboradas nas conferências municipais e regionais, além da eleição das representantes que participarão da etapa nacional. Confira aqui as datas das conferências estaduais de políticas para as Mulheres, neste mês.  fFONTE: Agencia Brasil

Paciente do SUS pode ser atendido por planos de saúde em setembro

A partir de setembro, pacientes da rede pública poderão ser atendidos de forma gratuita por planos de saúde. Uma portaria que viabiliza a troca de dívidas de ressarcimento ao Sistema Único de Saúde (SUS) pela prestação de serviços na rede privada foi apresentada no início da semana pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Segundo a pasta, a medida, que faz parte do programa Agora Tem Especialistas, visa ampliar o atendimento e reduzir o tempo de espera na atenção especializada. A expectativa é que, neste primeiro momento, R$ 750 milhões em dívidas adquiridas por operadoras sejam convertidas em consultas, exames e cirurgias. Entenda Na prática, a medida anunciada pelo governo federal transforma dívidas de ressarcimento de planos de saúde em exames, cirurgias e consultas especializadas, levando pacientes da rede pública até especialistas e equipamentos disponíveis na rede privada sem que precisem desembolsar para serem atendidos. As dívidas das operadoras de planos de saúde junto ao SUS, anteriormente, iam para o Fundo Nacional de Saúde. Como vai funcionar A oferta de assistência a pacientes do SUS pelos planos de saúde vai atender ao rol de procedimentos do programa Agora Tem Especialistas, que prioriza seis áreas com maior carência de serviços especializados: oncologia, oftalmologia, ortopedia, otorrinolaringologia, cardiologia e ginecologia. De acordo com o ministério, também será considerada a demanda de estados e municípios. Para participar da iniciativa, os planos de saúde interessados devem aderir a um edital conjunto do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Já para usufruírem do benefício de converter a obrigação do ressarcimento em prestação de serviços, além da adesão de forma voluntária ao programa, as operadoras devem comprovar capacidade técnica e operacional e disponibilizar uma matriz de oferta que atenda às necessidades do SUS. “Para receberem pelo programa, os planos de saúde precisam realizar mais de 100 mil atendimentos/mês. De forma excepcional, será considerado valor mínimo de 50 mil/mês para planos de saúde de menor porte. Isso no caso de atendimentos de média e baixa complexidade realizados em regiões cuja demanda por esse tipo de serviço não seja plenamente atendida”, informou a pasta. Ainda segundo o ministério, os serviços prestados pelos planos de saúde vão gerar o Certificado de Obrigação de Ressarcimento (COR), necessário para abater a dívida com o SUS. Fiscalização A ANS destacou que a iniciativa vem acompanhada de mecanismos de fiscalização, controle e monitoramento. Todos os instrumentos, incluindo multas e penalidades a operadoras, permanecem vigentes caso se façam necessários. “Não há qualquer espaço para que operadoras deixem de atender sua carteira de clientes para priorizar o SUS. Pelo contrário: é do interesse das operadoras que aderirem ao programa ampliar sua capacidade de atendimento, beneficiando tanto os usuários dos planos quanto os pacientes do SUS”, avaliou a diretora-presidente da ANS, Carla Soares.   *Matéria foi alterada às 17h13, após mudança de informação da data de início da medida pelo Ministério da Saúde. A correção foi feita no primeiro parágrafo e no título.  fFONTE: Agencia Brasil

Samarco reabre programa indenizatório para vítimas de Mariana

A mineradora Samarco reabriu nesta sexta-feira (1º) o Programa Indenizatório Definitivo (PID) para vítimas do rompimento da barragem de Mariana em 2015. O novo prazo de adesão, para os que desejarem, vai agora até 14 de setembro. A medida atende a um pedido feito pelo Ministério Público Federal (MPF), ministérios públicos estaduais de Minas Gerais e Espírito Santo, além das defensorias públicas dos dois estados. O argumento é de que a prorrogação é necessária porque “há atingidos que não lograram sucesso em realizar o cadastro tempestivamente, em virtude da dúvida a respeito das cláusulas contratuais e procurações outorgadas a escritórios que litigam no exterior”. A indenização é de R$ 35 mil em parcela única para cada indivíduo ou empresa que aderir ao programa. Mas, para receber o valor, é necessário assinar um termo de quitação, que implica renúncia a ações judiciais nacionais e internacionais. Segundo a Samarco, foram mais de 293.440 requerimentos apresentados no PID antes do dia 1º de agosto. Destes, foram obtidos 232.927 acordos. Foram enviados mais de 150 mil pagamentos para execução, totalizando R$ 5,57 bilhões. As mineradoras Samarco, Vale e BHP eram responsáveis pela barragem de Fundão, no município mineiro de Mariana, que rompeu no dia 5 de novembro de 2015. Na ocasião, cerca de 39 milhões de metros cúbicos de rejeitos escoaram pela Bacia do Rio Doce. Dezenove pessoas morreram e uma mulher que estava grávida, resgatada com vida, sofreu um aborto. Houve impactos às populações de dezenas de municípios até a foz no Espírito Santo. Critérios de elegibilidade O PID é voltado para pessoas físicas e jurídicas que atendam aos critérios definidos no Novo Acordo Rio Doce, de 2024. Para aderir ao programa, é preciso ter idade superior a 16 anos na data do rompimento da barragem de Mariana; ter solicitado cadastro na Fundação Renova (em liquidação) até 31 de dezembro de 2021, ou ter ação judicial no Brasil ou no exterior ajuizada até 26 de outubro de 2021, ou ter ingressado no sistema Novel até 29 de setembro de 2023. Além disso, os interessados devem apresentar comprovante de residência (emitido em qualquer data, nas localidades listadas no acordo), documento de identificação com CPF (para requerimentos apresentados por pessoas físicas) e procuração outorgada a advogado particular ou declaração de outorga de poderes à Defensoria Pública. Aqueles que receberam a proposta indenizatória no PID em datas anteriores e recusaram, ou não responderam dentro do prazo informado, poderão ingressar novamente no programa se desejarem. O Defensor Público ou advogado particular receberá uma notificação via sistema, indicando o início do prazo de 15 dias para o aceite da proposta. >>Caso Samarco: entenda o processo indenizatório Disputa judicial Mariana (MG) – Rompimento de duas barragens da mineradora Samarco deixou um cenário de muita lama, barro e destruição. Foto-arquivo: Antonio Cruz/ Agência Brasil O PID é parte de uma controvérsia mais ampla que envolve poderes públicos, mineradoras e escritórios de advocacia. O ponto mais conflituoso é a obrigação de que o indenizado no programa desista de ações judiciais nacionais e internacionais. Parte dos atingidos pelo rompimento da barragem ingressou com dois processos no exterior para responsabilizar internacionalmente as mineradoras. A Fundação Stichting entrou com ação na justiça holandesa contra as mineradoras Vale e Samarco Iron Ore Europe BV, com apoio dos escritórios de advocacia Lemstra Van der Korst e Pogust-Goodhead. Ainda não houve decisão final sobre caso. O escritório britânico Pogust-Goodhead entrou com ação na justiça inglesa contra a mineradora BHP em nome de mais de 620 mil pessoas. A Vale também era ré, mas entrou em um acordo com a BHP para sair do processo, com o compromisso de pagar 50% de qualquer indenização que venha a ser determinada pela corte. O caso também aguarda decisão. Na semana passada, a Justiça Federal em Minas Gerais concedeu liminar para suspender determinadas cláusulas de contrato do escritório britânico com os clientes que ele representa. A 13ª Vara Federal Cível de Belo Horizonte entendeu que há práticas abusivas e que o escritório faz publicidade que desestimula a adesão aos programas de indenização brasileiros. A ação na justiça mineira atendeu à demanda do MPF, assinada também pelos ministérios públicos de Minas Gerais e do Espírito Santo, e das defensorias públicas dos dois estados. Nessa quinta-feira (31), o escritório Pogust-Goodhead anunciou que vai entrar com uma nova ação na Inglaterra contra as mineradoras BHP, Vale e Samarco. A acusação é de conspiração ilícita e indução à quebra de contrato de clientes do escritório. O escritório alega que as mineradoras “agiram de maneira coordenada para sabotar os direitos dos atingidos, frustrar representações legais legítimas e enfraquecer os processos internacionais”. O pedido é por uma indenização de 1,3 bilhão de libras. fFONTE: Agencia Brasil

Brasil e ONU discutem alterantivas para hospedagens na COP30

Diante da alta de preços de hotéis em Belém, no Pará, os governos federal e do estado do Pará e o escritório da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Clima discutem as condições de hospedagem para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), marcada para a capital paraense em novembro deste ano. Delegações de diversos países têm mostrado preocupação com os preços altíssimos das acomodações. A Secretaria Extraordinária da COP30, ligada à Casa Civil da Presidência da República, informou que uma reunião está marcada para o próximo dia 11 de agosto, que contará com representantes do escritório do clima das Nações Unidas para tratar de temas como acomodação, transporte, segurança, alimentação e outros “aspectos essenciais para o sucesso da conferência”. “A Secretaria Extraordinária da COP30 reitera seu compromisso com a realização de uma conferência climática ampla, inclusiva e acessível”, afirmou em comunicado. O órgão da Presidência é o responsável pelas questões estruturais do evento. “O plano de acomodação está sendo implementado em fases, com prioridade, nesta etapa, para as delegações que participarão diretamente das negociações oficiais da COP30”, explicou. Preços Segundo a secretaria, atualmente, estão disponíveis 2,5 mil quartos individuais com tarifas fixadas entre US$ 100 e US$ 600, estruturada da seguinte forma: – 15 quartos individuais por delegação foram reservados para 73 países classificados pelas Nações Unidas como Países Menos Desenvolvidos (LDCs) e Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (PEIDs), com tarifas entre US$ 100 e US$ 200; – 10 quartos individuais por delegação – com tarifas entre US$ 220 e US$ 600 – foram disponibilizados para os demais países. Para Belém, a ajuda de custo diária que a ONU oferece a algumas nações mais pobres para apoiar sua participação nas conferências do clima é de US$ 149. As cotações atuais em hotéis e imóveis particulares em Belém estão em cerca de US$ 700 por pessoa, por noite, durante a COP30. Expansão de leitos Cerca de 45 mil pessoas estão previstas para participar da COP30 e a organização da conferência precisa expandir os 18 mil leitos de hotel normalmente disponíveis em Belém.  Para isso, dois navios de cruzeiro serão usados como hotéis temporários, que, juntos, têm aproximadamente 3,9 mil cabines com capacidade de até 6 mil leitos. Belém vai ganhar três hotéis de alto padrão, construídos por grupos internacionais, e estão sendo feitas negociações com plataformas virtuais como Airbnb e Booking para cadastrar imóveis e aumentar a oferta de quartos disponíveis. Preocupação O encontro no próximo dia 11 vai dar continuidade à reunião que ocorreu na última terça-feira (29), convocada pelo Grupo Africano de Negociadores. A preocupação é que os preços cobrados pelos hotéis durante a COP30 poderiam tirar os países mais pobres das negociações. Mas as reclamações também vêm de nações mais ricas, que avaliam reduzir suas delegações. O presidente do Grupo Africano de Negociadores, Richard Muyungi, afirmou que os países africanos não querem reduzir sua participação em razão dos custos logísticos. “Não estamos prontos para reduzir o número de participantes. O Brasil tem muitas opções em termos de ter uma COP melhor, uma boa COP. É por isso que estamos pressionando para que o Brasil forneça melhores respostas, em vez de nos dizer para limitar nossa delegação”, disse à agência de notícias Reuters. *Com informações da Agência Reuters fFONTE: Agencia Brasil

Em ato pró-soberania, manifestantes queimam bandeira e boneco de Trump

Manifestações contra o tarifaço dos Estados Unidos (EUA) imposto ao Brasil e contra a sanção ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes foram marcadas, nesta sexta-feira (1º), em 11 cidades das cinco regiões do país, entre elas, Brasília, São Paulo, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre, Manaus e Belo Horizonte. Em Brasília, manifestantes queimaram uma bandeira dos EUA e um boneco do presidente Donald Trump em frente à embaixada do país norte-americano. Com cerca de 100 pessoas, o ato contou com a participação de militantes de sindicatos, partidos de esquerda e movimentos sociais. Um forte esquema de segurança cercou a entrada do local. Na capital paulista, centrais sindicais convocaram o ato em frente ao Consulado-Geral dos EUA, no bairro Chácara Santo Antônio, com adesão de movimentos da juventude e estudantis. Os manifestantes defenderam que o governo não se submeta ao Estado estadunidense e pediram a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, que tem apoiado as interferências de Donald Trump no país.  Movimentos sindicais e sociais protestam contra medidas econômicas do governo dos EUA contra o Brasil na frente da embaixada americana em Brasília – José Cruz/Agência Brasil Brasília Em Brasília, o ato contou com faixas com mensagens como “Sem anistia para golpistas, ditadura nunca mais”; “Fora, ianques”; e “Em defesa da soberania nacional”. O estudante Matheus das Neves, tesoureiro da União Nacional dos Estudantes (UNE), argumentou à Agência Brasil que a política de Trump é uma retaliação a iniciativas dos países do Sul Global, em especial, à agenda do Brics. Para ele, a ação dos EUA é motivada pela extrema-direita nacional e internacional. “O papel dos movimentos sociais, nesse período, é denunciar essas sucessivas tentativas de intervenções externas dos EUA no nosso país, na nossa autodeterminação, mas sobretudo, de resistir e dizer que a nossa brasilidade se faz presente e continuaremos na luta em defesa da nossa soberania”, afirmou. O diretor da executiva da Central Única dos Trabalhadores do Distrito Federal (CUT-DF), Washington Domingues Neves, disse que o objetivo dos atos é esclarecer a população sobre o significado político dessa taxação. “Queremos esclarecer a classe trabalhadora de que esse ataque contra o Brasil está sendo tramado por deputados federais eleitos pelos brasileiros. Esses políticos querem prejudicar, política e economicamente, a nossa nação.  É de fundamental importância que nós, brasileiros, nos manifestemos”, disse à Agência Brasil. Movimentos sindicais e sociais protestam contra medidas econômicas do governo dos EUA contra o Brasil, na frente da embaixada norte-americana em Brasília. Foto: José Cruz/Agência Brasil São Paulo Na capital paulista, o líder sindical da CUT Douglas Izzo afirmou que a mobilização acontece como recado aos Estados Unidos de que o Brasil não vai se submeter a chantagens. “E também, dialogando com a sociedade brasileira e denunciando um setor, que é Bolsonaro e sua família, que agem como lesa-pátria. A família Bolsonaro articula, com os Estados Unidos, contra os interesses dos brasileiros”. O diretor do PSTU, Cláudio Donizete dos Reis, comentou com a Agência Brasil que as manifestações buscam alertar para o modo como a taxação de Trump afeta todos os trabalhadores. “A gente acredita que, além de repudiar o tarifaço, é preciso fazer todo o processo de criminalização do que o bolsonarismo vem patrocinando, uma verdadeira traição à pátria, pela nossa soberania, de apoio à articulação a esse processo”, destacou.  Para Donizete, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve proteger os direitos dos trabalhadores frente ao tarifaço de Trump. “Acreditamos que é necessário o Lula ser mais enfático ainda contra os embargos, exercendo a garantia de emprego e fazendo com que as remessas de lucros das multinacionais americanas, em particular, não sejam emitidas”, acrescentou.  Outras pautas A defesa do Estado Palestino também foi pauta das manifestações – Foto: José Cruz/Agência Brasil Outras pautas da mobilização desta sexta foram a taxação dos super-ricos; o fim da escala de trabalho 6×1; a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil; pelo fim das relações comerciais e diplomáticas entre Brasil e Israel; e contra o PL que flexibiliza o licenciamento ambiental no Brasil, chamado pelos manifestantes de PL da Devastação. * Título alterado para complementação de informações. fFONTE: Agencia Brasil

Saúde anuncia R$ 200 milhões para acelerar fila de cirurgias no Rio

Um reforço de R$ 200 milhões para acelerar a fila de cirurgias eletivas por meio da ampliação o programa Agora Tem Especialistas no Rio de Janeiro foi anunciado pelo Ministério da Saúde, nesta sexta-feira (1º). Segundo o ministro, Alexandre Padilha, os recursos vão permitir triplicar o número de cirurgias ortopédicas no Hospital Municipal Barata Ribeiro por mês na cidade. Além disso, a parceria prevê um reforço de três mil consultas ortopédicas por mês. “A expectativa é de que o tempo de espera, que hoje demora um pouco mais de 20 dias aqui dentro do hospital, caia para cinco dias, no máximo, para fazer essa cirurgia, reduzindo o tempo de espera na fila do município”, afirmou Padilha. O ministro disse ainda que devem ocorrer até o fim de agosto os primeiros procedimentos do Agora Tem Especialistas em hospitais privados que se inscreveram por terem dívidas tributárias com a União. Por meio do programa, pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) serão encaminhados a essas unidades para reduzir a fila por atendimentos, cirurgias e exames especializados. Na semana que vem, planos de saúde com dívidas também poderão aderir ao programa para firmarem os primeiros contratos até o fim de agosto. >>Agora Tem Especialistas lança edital com 1.778 vagas Saúde da mulher Ao todo, foram assinadas quatro parcerias com o município do Rio de Janeiro, e também estão previstos R$ 50 milhões para ampliar procedimentos oftalmológicos no Centro Carioca do Olho. Segundo Padilha, a maior espera por cirurgias no SUS está na oftalmologia. Outra medida anunciada será a transformação do Hospital Maternidade Fernando Magalhães em um hospital da mulher, com atenção integral a questões de saúde da mulher que vão além da gestação. A mudança deve ser concluída em três meses. Na abertura da Semana Mundial da Amamentação, que começa neste dia 1º de agosto, o Ministério anunciou ainda o reforço de R$ 40 milhões para a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano. Maior do mundo, a rede brasileira garante acesso ao leite materno a bebês cujas mães não têm condições de amamentar. Hospital da Lagoa O ministro da Saúde antecipou que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) deve apresentar na próxima semana os estudos para a fusão do Hospital Federal da Lagoa com o Instituto Fernandes Figueira (IFF). “A partir do mês de agosto vamos começar o plano de trabalho de qualificação do Hospital da Lagoa. Vamos fazer mudanças que vão melhorar o hospital como estamos, em parceria com a prefeitura do Rio, qualificando o [hospitais federais] Cardoso Fontes e o Andaraí”, informou o ministro. O Ministério da Saúde e a Fiocruz vão apresentar o plano de fusão em uma audiência pública antes de avançar com o processo de requalificação. fFONTE: Agencia Brasil